11 de novembro de 2009

Publicação da 1ª Revista O Cruzeiro


O Cruzeiro foi a principal revista ilustrada brasileira do século XX. Fundada por Carlos Malheiro Dias, começou a ser publicada em 10 de novembro de 1928 pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand.

Foi importante na introdução de novos meios gráficos e visuais na imprensa brasileira, citando entre suas inovações o fotojornalismo e a inauguração das duplas repórter-fotógrafo, a mais famosa sendo formada por David Nasser e Jean Manzon que, nos anos 40 e 50, fizeram reportagens de grande repercussão.

Entre seus diversos assuntos, a revista O Cruzeiro contava fatos sobre a vida dos astros de Hollywood, cinema, esportes e saúde. Ainda contava com seções de charges, política, culinária e moda.

Cobrindo o suicídio de Getúlio Vargas em agosto de 1954 a revista atingiu a impressionante tiragem de 720.000 exemplares – até então, o máximo alcançado fora a marca dos 80.000. Daí adiante, o número se manteve.

Nos anos 60, O Cruzeiro entrou em declínio com o desuso de suas fórmulas e o surgimento de novas publicações, como as revistas Manchete e Fatos & Fotos. O fim da revista aconteceu em julho de 1975, com a consagração definitiva do instantâneo meio televisivo em favor dos impressos e o fim do império dos Diários Associados de Chateaubriand

10 de novembro de 2009

Senado pede medidas de incentivo à cultura


O Brasil saiu da crise econômica antes de outros países, mas, do ponto de vista da cultura, continua quase um deserto. A avaliação é de Cristovam Buarque (PDT-DF), que conclamou os senadores a voltarem sua atenção para esse problema. O que sempre aparece, observou ele, é o produto interno bruto (PIB) do país e não aspectos ligados à cultura como, por exemplo, o número de livros lidos.

O senador defendeu medidas de incentivo direto à cultura, como a redução do preço dos livros e a criação de mais bibliotecas. Também pediu a implantação de projetos já aprovados pelo Congresso, a exemplo da Cesta Básica do Livro, do Vale- Cultura e da escola em tempo integral.

Cristovam lembrou que o Congresso decidiu, durante sessão em homenagem ao Dia da Cultura na última quinta-feira, realizar uma vigília em prol da cultura. Em sua avaliação, a deficiência em termos de acesso à cultura reflete-se na "alma" dos brasileiros, contribuindo para a falta dos valores de solidariedade, para a elevação da corrupção e o aumento da violência.

Segundo dados do Ministério da Cultura citados pelo senador, apenas 13% dos brasileiros frequentam cinema uma vez por ano; 92% nunca foram a um museu; 93,4% jamais frequentaram uma exposição de arte; 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança; 82% não possuem computador em casa; 95,6% dos gastos familiares vão para bens não culturais e 90% dos municípios não possuem uma única sala para qualquer atividade cultural. Além disso, os brasileiros leem apenas 1,8 livro por ano, enquanto na Colômbia esse percentual é duas vezes maior e, na França, seis vezes superior.

Fonte: Jornal do Senado de segunda-feira, 9 de novembro.

Profissionais da rede pública de ensino poderão ter 14º salário


O substitutivo ao projeto de lei (PLS 319/08) que cria o 14º salário para os profissionais da educação básica da rede pública de ensino poderá ser votado na terça-feira (10) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), que se reúne a partir das 11h. O projeto é de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e teve como relator o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que apresentou o substitutivo.

De acordo com o projeto, para ter direito ao 14º salário em dezembro os profissionais da educação básica pública precisam elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de sua escola em pelo menos 50%. O benefício também será pago aos profissionais que alcançarem o Ideb igual ou superior a sete. O projeto ainda estabelece que o pagamento do 14º salário deverá ocorrer até o final do semestre subsequente ao da publicação dos resultados do Ideb.

O relator da matéria assinala em seu voto que valorizar os profissionais da educação é a principal medida indicada por especialistas para elevar a qualidade da educação básica. Ele observa, no entanto, que, de acordo com a Constituição, é de competência privativa do presidente da República a proposição de leis que disponham sobre a remuneração dos funcionários públicos da administração direta e autárquica. Por analogia, as Constituições estaduais e a Lei Orgânica do Distrito Federal e dos municípios, reservam essa iniciativa aos respectivos chefes do Poder Executivo. Assim, apresentou um substitutivo, conferindo caráter autorizativo à matéria, sustentado pelo Parecer nº 527/98, da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

O relator também incluiu norma que subordina o pagamento da bonificação à prévia consignação, nas respectivas leis orçamentárias, das dotações necessárias à sua concessão. Ele propõe ainda que seja fixado em seis o índice-meta para o recebimento da gratificação, mantida a norma original de premiação dos profissionais da escola que aumentar em 50% seu índice anterior.

Fonte: Agência Senado.

Prefeito que deixar aluno sem merenda pode perder mandato


Prefeitos que deixarem de aplicar os recursos destinados à merenda escolar poderão responder por crime de responsabilidade, caso em que ficam sujeitos a perder o cargo e ficar inelegíveis, além do risco de pena de prisão. É o que prevê projeto aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Pela proposta (PLS 182/05), do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), podem ficar também submetidos a processos por crime de responsabilidade os prefeitos que deixarem de prestar contas dos recursos recebidos do Programa de Alimentação Escolar (Pnae).

O Pnae garante alimentação aos alunos da educação infantil e do ensino fundamental durante a permanência na escola.

– Ao invés de punir a criança com a interrupção do fornecimento da merenda, pune-se a autoridade com a suspensão de mandato e a inelegibilidade – justifica Cristovam. O relator, senador Wellington Salgado (PMDB-MG), considera as medidas oportunas, por ajudar na gestão e na garantia da qualidade da educação no país.

Fonte: Jornal do Senado de segunda-feira, 9 de novembro.